Somos o 9.º A da Escola EBI c/JI Cidade de Castelo Branco. Neste blog, publicaremos os nossos trabalhos realizados no âmbito da disciplina de Área de Projecto.

14
Mar 10

 

A comida e uma panela à cabeça
Chamo-me Maria José Numes e nasci no Urgeiro, concelho do fundão, em 19 de Março de 1928.
Aos 7 anos, fui para a escola. Não era obrigatória, mas o meu pai queria que fossemos à escola. A Escola ficava a uma hora de caminho, pelo meio do mato, não havia estradas como hoje há. Saía às 3 horas da tarde da escola, chegava a casa às 4 horas e ia ajudar na fazenda e em casa.
Depois de fazer a escola (4º ano) fui trabalhar a guardar umas ovelhas para Unhais. Ganhava 15 escudos por mês. Tinha uns 12 anos.
Só comíamos o que dava a fazenda: umas sopas, um porco por ano e umas sardinhas.
Ia ao Fundão, a pé, fazer compras. Ia e vinha no mesmo dia, por atalhos.
Aos 16 anos, fui para Castelo Branco, a apanhar azeitona. Fui a pé e levei à cabeça a roupa, a comida e uma panela.
Tempos livres, nem vê-los! Não nos deixavam. Tínhamos de trabalhar de sol a sol, para ganhar um dia de trabalho.
Aos 18 anos, fui para Lisboa, para casa duma senhora, a servir. Ganhava 80 escudos e daí a uns meses passaram-me para 100 escudos por mês.            

 

 

Senhora Maria José Nunes.
 
Entrada da aldeia onde nasci
 
Tânia Antunes
publicado por conta-mehistorias às 14:11

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