Somos o 9.º A da Escola EBI c/JI Cidade de Castelo Branco. Neste blog, publicaremos os nossos trabalhos realizados no âmbito da disciplina de Área de Projecto.

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Mar 10
O meu avô, Alexandre dos Santos, com 78 anos, nascido em Castelo Branco conta que, nos anos 30/40, era ainda bastante novo, mas daquilo que se lembra e que o avô lhe contava, guarda tudo na sua memória, por ter sofrido também as “passinhas do Algarve”, como se diz.
Começa por me falar na Guerra Civil de Espanha (1936-1939), onde o seu avô entrou. Esta guerra terminou com a Batalha do Ebro entre Republicanos e Franquistas. Levaram a melhor os Franquistas, devido à quantidade de armamento que a Alemanha lhes cedeu.
Terminada esta, outra começou por Hitler (sanguinário de gema), a II Guerra Mundial, onde ele, Hitler, atacou a Polónia, Dinamarca, Noruega, Holanda, Bélgica, França entre outros.
Em Portugal, tínhamos o Salazar e o seu Estado Novo que, com as suas artimanhas, lá nos conseguiu livrar dessa guerra, mas não das privações. Existia a polícia do Estado que se chamava PIDE, com os “bufos” que tinha espalhados por todo o país, ouvindo aqui e ali e transmitindo-lhe tudo o que ouviam contra o Estado. Esses que diziam mal eram presos e mandados para o Tarrafal, cadeia situada em Cabo Verde, ou para a Caixias, onde a prisão era por baixo das torres e debaixo do mar.
Havia a Mocidade Portuguesa, onde era também “galucho”. Mocidade essa que escondia muitas coisas, entre elas, fazer querer ao mundo que a pequenada fazia parte de um pequeno exército e seus pais ficavam muito orgulhosos.
Como se vivia? Muito mal e isto porque os produtos alimentares eram todos comprados por senhas, conforme o agregado familiar. Conta que, muitas vezes, ia com a sua avó para a “bicha do pão” à 1 ou 2 horas da manhã, para apanhar um pão e era só ¼ de pão por cada pessoa. Tínhamos o açúcar e o arroz, estes eram só “meia-rat”, ou seja 250 gramas, o azeite era só um quartilho.
A alimentação era muito má, feita à base de produtos agrícolas que muitas famílias produziam ou que, com o pouco dinheiro, também compravam.
Havia muito mais que contar, mas refere também e por último que, na altura, não havia partidos (só na clandestinidade). Destaca Álvaro Cunhal, de resto era só Salazar, Salazar, Salazar, corporações, corporações, corporações.

 

 

O meu avô com 78 anos.
Daniela Santos

 

publicado por conta-mehistorias às 20:09

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