Somos o 9.º A da Escola EBI c/JI Cidade de Castelo Branco. Neste blog, publicaremos os nossos trabalhos realizados no âmbito da disciplina de Área de Projecto.

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Mai 10

Todas a pessoas têm uma opinião sobre os assuntos e o meu avô vai fazer um pequeno comentário sobre o 25 de Abril.

“O 25 de Abril de 1974, chamado também “A Revolução dos Cravos” e a “Queda do Marcelismo”, já lá vão 36 anos, foi um dia que os portugueses festejaram com muita alegria. Eu dei conta do sucedido, nesse dia de manhã, pela Rádio Renascença, única a transmitir os acontecimentos, pois as outras rádios e até mesmo a televisão estavam silenciosas, tomadas já pelas forças revolucionárias.

Houve um cerco ao Quartel do Carmo, onde estava escondido Marcelo Caetano. Começaram as negociações que foram coroadas de êxito, para os revoltosos, estes comandados pelo capitão Salgueiro Maia. Marcelo rendeu-se, mais a sua comitiva. Marcelo seguiria para o Brasil, onde viria a falecer anos depois.

Nos dias seguintes, houve a festa da vitória pelos capitães, povo em geral, liberdade de todos os presos políticos, o fim da Polícia de Estado (PIDE), regresso de portugueses exilados em vários países, em que destaco Mário Soares, Álvaro Cunhal, entre outros.

Nos meses seguintes, nem tudo foram cravos, pois houve uma plêiade de capitães que se revoltaram, estes comandados por Otelo Saraiva de Carvalho, e esteve na eminência uma guerra civil. Valeu-nos o nosso conterrâneo General Ramalho Eanes que, com o seu sentido militarista, conseguiu que o atentado não se concretizasse.

Mas valeu a pena o 25 de Abril? Nós portugueses pensávamos que sim, que a liberdade tinha chegado, mas eu acho que de ano para ano as coisas se vêm deteriorando, e no momento actual o povo está numa situação delicada, periclitante, frustrada.

De facto, se o 25 de Abril foi feito para haver mais igualdade entre todos, melhor distribuição da riqueza do país, estamos muito longe de atingir este objectivo. Para se atingir esse objecto, teremos de confrontar a realidade com os ideais então apresentados e fazer tudo para a aproximar daquilo que foi proclamado. Caso contrário, teria sido em vão esta revolução, que ainda não chegou a ser consumada, na vida portuguesa.”

 

 

 

Daniela Santos

publicado por conta-mehistorias às 20:04

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