Somos o 9.º A da Escola EBI c/JI Cidade de Castelo Branco. Neste blog, publicaremos os nossos trabalhos realizados no âmbito da disciplina de Área de Projecto.

28
Fev 10

 

O meu avô Manuel Silva nos anos 30 e 40
 
Nasceu em Cafede, onde ficou a viver até aproximadamente aos sete anos. Vivia com a mãe e mais seis irmãos e o pai que faleceu quando ele tinha três semanas.
O pai ficou com dívidas e para as cobrarem tiraram-lhes a casa. Foram todos para casa da sua avó e foi quem os ajudou a criarem. Comiam todos o feijão da mesma bacia e era uma sardinha para três pessoas.
 Aos cinco anos foi guardar borregos com o seu avô durante todo o dia e só comia duas vezes por dia passando muita fome mas era o que lhe podiam dar, assim foi até aos doze anos.
Hoje com quase setenta e sete anos já passou por uma doença crónica mas conseguiu ultrapassa-la e continua um homem muito trabalhador e não consegue estar quieto. Vejo o meu avô como um exemplo.

 

 

 

 

Jéssica Caroça

 

publicado por conta-mehistorias às 21:08

27
Fev 10

 

Portugal nos anos 30 e 40
D. Maria Graciosa Duarte Luz, nasceu, a 18 de Novembro de 1925, em Cebolais de Cima, Castelo Branco.
Durante a sua infância, viveu na sua terra natal. Foi fazer a escola primária a Sagres, no Algarve e viveu lá durante uns anos. Depois voltou para Castelo Branco, onde fez o liceu. Tirou um curso de Enfermagem, em Lisboa, na Escola S. Vicente de Paula. Depois de ter realizado o curso, voltou para Castelo Branco, onde se casou, aos 21 anos, com Tito Zuzarte, e onde veio a trabalhar no centro de saúde.
Os anos 40 foram a altura da guerra. Nessa altura, havia muito racismo, havia dificuldade para arranjar mantimentos. D. Maria conta que, quando se queriam ouvir notícias sobre a guerra, tinha de ser através do rádio e às escondidas, pois estava sujeita a ser descoberta e presa.
Durante toda a sua vida, viveu sem dificuldades, vivendo com os bens essências (tecto, roupa, comida). Nesta altura, a vida não era fácil e Maria de Luz teve de trabalhar para sobreviver. Começou a trabalhar numa fábrica de malhas, onde trabalhou durante 20 anos. Depois trabalhou na sua área, também durante 20 anos.
Com 61 anos, enviuvou. Foi uma altura difícil, mas D. Maria conseguiu ultrapassá-la.
Agora, com 84 anos, vive da sua reforma e ajuda o filho, na sua loja de música.

 D. Maria Graciosa

 
 
David Belchior
 
 
 
publicado por conta-mehistorias às 22:47

Manuel Cargaleiro

Manuel Cargaleiro nasceu em Chão das Servas, concelho de Vila Velha de Ródão, distrito de Castelo Branco, a 16 de Março de 1927. É pintor e ceramista.

Viveu desde criança na margem Sul do Tejo, nos concelhos de Almada e Seixal.

Em 1949, participou no Primeiro Salão da Cerâmica, organizado por António Ferro, em Lisboa. Realizou a sua primeira exposição individual de cerâmica, em 1952.

Ensinou cerâmica na Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa. Desde de 1994 que tem baptizada, com o seu nome, a Escola Secundária Manuel Cargaleiro, situado no Seixal (Fogueteiro).

Fixou residência em Paris, em 1957, onde está representado em permanência na Galeria Albert Loeb. A partir do último quartel do século XX, passou a trabalhar quer na França, quer em Lisboa ou no Monte da Caparica.

Criou, a 31 de Janeiro de 1990, a Fundação Manuel Cargaleiro, à qual doou um vasto conjunto das suas obras. Tem um ateliê na Fabrica Viúva Lamego, em Sintra. Tem também um ateliê, desde 1999, em Vietri sul Mare, situado na província de Salerno, Itália. Em 2004, foi ali inaugurado o Museo Artistico Industriale Manuel Cargaleiro

A sua obra dispersa-se pela cerâmica, pintura, gravura, guache, tapeçaria e desenho.

Manuel Cargaleiro executou painéis cerâmicos para o Jardim Municipal de Almada, para a fachada da Igreja de Moscavide (1956), fachada do Instituto Franco-Português de Lisboa (1983), estação do Metro de Champs Elysées-Clémenceau, de Paris (1995), painel para a escola com o seu nome no Seixal (1998), estação de serviço de Óbidos na auto-estrada do Atlântico (2000), fonte do Jardim Público de Castelo Branco (2004) e estação de metro de Lisboa Colégio Militar/Luz (Metro de Lisboa).

 

Manuel Cargaleiro

 

Titulo: “Maio”
 
 
David Reis Belchior

 

publicado por conta-mehistorias às 22:32

22
Fev 10

Portugal nos anos 30 e 40

 

Nos tempos da minha avó materna, Quitéria de Jesus, a vida era bastante diferente da de hoje. Morava numa aldeia chamada Cabeço do Infante, numa casa feita de pedra, com poucas divisões, sem casa de banho. Não havia electricidade, nem água da rede. Vivia com os pais três irmãs e um irmão. Aos 7 anos foi para a escola, mas deixou-a, para ir trabalhar no campo. Conheceu o marido na aldeia onde nasceu e onde teve dois filhos. Trabalhavam os dois muito, para sustentar os filhos e para conseguir ter comida na mesa. Levantava-se muito cedo, para ir trabalhar no campo. Tinha uma vida muito dura. Passava o dia todo a trabalhar, levava o almoço para a horta e na hora de maior calor é que comiam. Regressavam ao trabalho e ficavam lá até o sol se pôr. Ao acabar o trabalho, iam para casa, jantavam e deitavam-se, para o dia seguinte acordarem com forças. Comiam praticamente do que cultivavam na horta e dos animais que criavam. Quando era feita a matança de um porco, as carnes eram conservadas na salgadeira (arca feita em madeira que levava sal grosso). O pão que comiam era feito por ela, no forno a lenha. O meu bisavô tinha uma profissão muito interessante. Era ferrador o que ajudava para pagar algumas despesas. Muitas vezes andava de terra em terra a ferrar. A minha avó fazia de tudo para dar uma boa vida aos seus filhos. Hoje, com 88 anos, está num centro de dia, onde gosta muito de estar. Agora tem uma vida alegre, com os seus filhos e netos por perto.

 

 

Tânia Taborda     

 

publicado por conta-mehistorias às 21:48

21
Fev 10

Museu Cargaleiro

 

O Museu Cargaleiro foi fundado a 24 de Junho de 2008 e situa-se, em Castelo Branco, na rua dos Cavaleiros, bairro do Castelo. Neste museu, encontramos não só obras de Manuel Cargaleiro, como também de Vieira da Silva, Almada Negreiros, Mário Cezariny, Pablo Picasso, entre outros.

 

 

Hugo Almeida     

 

 

publicado por conta-mehistorias às 23:11

Portugal nos anos 30 e 40

 

Vou escrever sobre uma senhora chamada Edite Sampaio de Almeida, nome de solteira. A vida desta senhora, com mais de 90 anos, foi bastante regalada segundo ela. Nasceu no Brasil, veio para Portugal com 3 anos e foi viver para o Porto. Alguns anos mais tarde, mudou-se para Lisboa. Estudou sempre em colégios particulares e pouco saía de casa e quando isso acontecia, era sempre na companhia de primas. Ia a alguns bailes pelo Carnaval e as festas populares. Conheceu o marido através do irmão, pois era amigo dele. Casou e veio viver para Castelo Branco, onde ainda vive. Ao longo destes anos, viveram sempre bem, tendo “criadas” para a ajudar nas tarefas de casa Hoje em dia ainda faz as suas compras, passeia com o marido, fazendo uma vida normal.

 

 

 

 

Tânia Taborda     

 

publicado por conta-mehistorias às 23:05

 
A vida em Foz de Arouce e Lisboa nas décadas de 30 e 40
 
«Chamo-me Maria Rodrigues dos Santos e nasci em Foz de Arouce, concelho de Góis, no ano 1915. Nesse tempo não havia relógios, o sol era o nosso relógio. O meu pai foi para o Brasil, em 1930.
Vivia sem grandes dificuldades, com paz e sossego, mas trabalhava-se de sol a sol. Trabalhei no campo até aos 18 anos, depois em 1930 fui para Lisboa, para casa de uma senhora que estava doente. Fazia-lhe a limpeza a casa e dava-lhe banho. Mas fui despedida por ter pedido aumento.
Fui então para casa de um tio meu e pus um anúncio no jornal a pedir trabalho. Depois fui trabalhar para casa de um senhor polícia, a judar a esposa dele nos trabalhos de casa e dos filhos. Trataram-me muito bem. Ia com eles para todo o lado e lá em casa não faltava de comer. Havia sempre bom peixe e carne. Enquanto lá estive, ganhei 50 escudos por mês. 
Entretanto, tive um namorico com um espanhol, mas durou pouco tempo.

Depois, em 1945, o meu patrão ficou viúvo e, como gostava muito dele e ele de mim, acabámos por casar. Pouco tempo depois tivemos uma filha. Vínhamos de férias a Janeiro de Baixo, onde acabei por ficar a viver, depois de viuvar.»       

 

 

 

Vista parcial da aldeia onde nasci: Foz de Arouce.

 

Aldeia onde costumava passar ferias e onde acabei por ficar a viver: Janeiro de Baixo.
 

 

 

Maria Rodrigues dos Santos
 
Joel Mendes Cortes

   

 

   

 

publicado por conta-mehistorias às 18:51

16
Fev 10
Tenho 80 anos e nasci no Urgeiro, concelho do Fundão.
Naquela altura, a vida era muito difícil. Éramos cinco irmãos e todos começámos a trabalhar muito cedo. Aos sete anos já guardava um rebanho de cabras era o que se começava a fazer, enquanto não tivessemos forças para outras trabalhos.
Quando fiz 12 anos, fui trabalhar para ajudar a fazer uma estrada. Não havia máquinas, era tudo à picareta.
Passei muito frio, calor e fome. Comia o que conseguia produzir nas poucas terras que cultivava. Na minha casa, matava-se um porco por ano e tinha de dar para todo o ano. O peixe raramente se comprava e, quando se comprava, era meio quarteirão de sardinhas. Cada sardinha era dividida por três pessoas. Às vezes lá se ia ao Zêzere pescar uns peixes.
Pela festa, às vezes matava-se um cabrito e era uma grande festa.
Vivia-se muito isolado, sem telefones, nem transportes. Aos 17 anos, deu-me a dor da apendicite. Levaram-me num carro de bois para a Barroca do Zêzere e de lá fui no autocarro para o Fundão.

Fiz a tropa e depois fui trabalhar para Angola.

 

Sr. António Gonçalves

 

Rio Zêzere onde costumava pescar

 

Joel Mendes Cortes
publicado por conta-mehistorias às 22:25

15
Fev 10

O Museu Cargaleiro

 

O Museu Cargaleiro de Castelo Branco foi inaugurado a 25 de Abril de 2004 e situa-se na rua dos Cavaleiros, no bairro do Castelo, num edifício do século XVIII, O Solar dos Cavaleiros.
No museu, podemos ver obras de Manuel Cargaleiro, mas também obras de Pablo Picasso, Almada Negreiros, Mário Cezariny e Viera da Silva, da sua colecção privada. Neste conjunto de obras, podemos encontrar pinturas, cerâmicas, esculturas, azulejarias e tapeçarias.

 

Figura 1 - Entrada do Museu Cargaleiro de castelo branco
 
Figura 2 - Tela de manuel cargaleiro, com um poema de José gomes Fereira, exposta no Museu cargaleiro
 
Figura 3 – Painel de azulejos, na Estação do metro de champs elysées-clémenceau, Paris
Figura 4 - Tapeçaria de manuel cargaleiro, exposta no museu cargaleiro no seixal
 
Jéssica Caroça
publicado por conta-mehistorias às 16:32

09
Fev 10

 

O Colégio de São Fiel (Jesuíta)
 
Colégio de São Fiel, situado no Louriçal do Campo, a cerca de 30 km da cidade de Castelo Branco, foi fundado, em 1852, com a função de acolher menores órfãos e pobres sem família.
 Neste colégio havia muita disciplina e as pessoas que lá trabalhavam ensinavam os rapazes a terem as boas maneiras e a serem cidadãos exemplares. O objectivo deste colégio era instruir os jovens na sociedade para que, quando atingissem os 18 anos, estarem bem preparados.  
Em 1873 houve uma alteração na administração do colégio, passando os Jesuítas a administrá-lo.
Os Jesuítas basearam-se numa educação muito rica.Este colégio teve uma grande fama a nível nacional, porque por lá passaram grandes personalidades que depois se vieram a destacar na sociedade, como por exemplo Egas Moniz que estudou neste colégio e, em 1949, ganhou o prémio Nobel da Medicina e Afonso Costa, um dos maiores políticos da Primeira República.
Quando se verificou a implantação da República, em 1910, houve a confiscação dos bens dos Jesuítas e por isso o Colégio de São Fiel foi encerrado.
Como podemos ver, os jesuítas tiveram cerca de 60 anos na administração do Colégio de São Fiel.
 
 
Colégio de S. Fiel (Antigamente)
 
 
 
Egas Moniz
 
 
 
Afonso da Costa
 
Igreja do Colégio de São Fiel
 
 
Colégio de S. Fiel (Recentemente)
 
 
Evandro Breia
 
publicado por conta-mehistorias às 21:08

Fevereiro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
17
18
19
20

23
24
25
26



subscrever feeds
arquivos
pesquisar neste blog
 
blogs SAPO