Somos o 9.º A da Escola EBI c/JI Cidade de Castelo Branco. Neste blog, publicaremos os nossos trabalhos realizados no âmbito da disciplina de Área de Projecto.

21
Mar 10

 

Um homem lutador
José Francisco de Matos nasceu, em 1933, no Juncal do Campo, e tem agora 76 anos.
A sua vida foi muito sacrificada, muito rija. Só foi à escola durante dois anos, dos 7 aos 9, pois nasceu com um problema na vista e o médico mandou retirá-lo da escola, porque não a podia frequentar. Para sobreviver, o patrão do seu pai arranjou umas ovelhas e deu-as de meias ao seu pai, para ganhar algum dinheiro para comerem, pois eram dez irmãos e a miséria era muita.
Foi pastor até aos 15 anos. A partir dessa altura, andou a dar serventia aos pedreiros e a trabalhar no campo. Fazia o que aparecia para sobreviverem. Trabalhou nos campos até aos 23 anos, tendo sido nessa altura operado ao estômago. Mesmo doente, continuou a trabalhar no campo, com muito sacrifício.
Casou aos 29 anos e continuou trabalhando sempre no campo. Andou catorze anos a tratar de vacas taurinas, por conta de um patrão.
A alimentação era muito pobre, à base de pão, sopa, azeitonas e algumas vezes carne, mas muito pouca. Também bebiam algum leite das ovelhas.

Nos dias de hoje, José de Matos está, num lar, devido à sua doença, para ser tratado, porque foi operado e está em recuperação

 

Daniela Santos
publicado por conta-mehistorias às 14:49

Sr. Luís Fernandes nasceu, no dia 4 de Abril de 1927, em Castelo Branco.
Aos 7 anos de idade, foi para a escola e andou só até à 3.ª classe. Nos primeiros anos, na escola, andava descalço e depois é que conseguiu arranjar uns sapatos para não aleijar os pés. Quando saiu da escola, foi para o campo trabalhar. Ganhava 25 tostões por dia.
Em 1946, foi trabalhar para a drogaria “J. Castanheira”, em Castelo Branco, como empregado de balcão.
Depois chegou a idade de ir para a tropa. Andou lá 2 anos e tirou lá as cartas de condução.
Quando saiu da tropa, começou uma nova vida como camionista de longo curso. Andou por muitas cidades do país, a transportar materiais da drogaria, mas só dentro Portugal.
Aos 48 anos, foi para a França trabalhar, para melhorar a sua vida. Também foi condutor de camiões, mas lá já transportava mercadorias para outros países (era camionista internacional).
Regressou a Portugal à sua terra natal, aos 65 anos, com a sua reforma.
E foi sempre assim a vida deste senhor camionista.

 

 

João Régio

publicado por conta-mehistorias às 14:45

16
Mar 10

 

O passado e o presente

Nome: Maria da Glória Praça Cabral da Fonseca

Idade: 76

Data de Nascimento: 15-11-1934

No tempo desta senhora era tudo diferente de hoje. Ela disse-me: “No meu tempo, tinha de me levantar muito cedo, não havia pequeno-almoço como hoje há, comíamos qualquer coisinha, fazíamos um caldinho para levar para o campo e passávamos o dia a ceifar, a regar, o que era preciso fazer. Por volta do meio-dia, duas da tarde, cozíamos por lá um caldeiro de batatinhas com um bocadinho de pão que levávamos e hortaliças, enchidos do porco que matávamos, ou seja, era tudo caseiro. Acabava-se o trabalho, íamos para casa, cozinhávamos qualquer coisita do que o campo dava e assim era”

Dona Maria comparou também os tempos de antigamente e os tempos de hoje: “É totalmente diferente. Agora temos tudo de bom para comer e antes não havia estas coisas. Não havia fogões, frigoríficos, nem tão pouco electricidade. Antes, vinte e cinco tostões de sardinhas, que eram seis sardinhas, davam para muitos, cada sardinha dava para duas pessoas, para se poupar”

Jessica Fonseca

publicado por conta-mehistorias às 21:25

15
Mar 10

 

A mudança dos anos
Nome:João Henriques
Idade:77
Data de Nascimento:18-05-1933
Disse-me João Henriques: “Actualmente está tudo muito mais desenvolvido, mas bastante complicado. Antigamente, tínhamos de trabalhar para conseguir alguma coisita e hoje estes jovens têm tudo de mão beijada, aliás agora também já não está fácil para eles, porque já não se safam com os estudos. No meu tempo, fartávamo-nos de trabalhar e não havia nada destas modernices. Tínhamos de nos contentar com o que havia e nem todos os jovens podiam estudar, por falta de possibilidades dos pais.”

 

 
Jéssica Fonseca
 

 

publicado por conta-mehistorias às 20:47

 

Antigamente e Actualmente
 
Nome: José Senteio
Idade:78
Data de Nascimento:27-10-1932
José Senteio afirmou-me que tudo mudara: “Antigamente, comia-se comida boa, a comida era pouca, mas era saudável. Hoje em dia já nada é saudável, já tudo tem produtos e coisas dessas. Actualmente, está tudo muito diferente, antigamente era tudo mais pobre, mas se calhar era uma vida melhor do que agora com estas coisas modernas. A juventude do meu tempo era muito mais unida do que a juventude de agora e tinham todos muito mais juízo.”
Jéssica Fonseca
 
publicado por conta-mehistorias às 20:43

 

Os anos 30 e 40
     O meu avô João Pires Lourenço tem 86 anos de idade. Ele conta que, nos anos 30 e 40, a situação era bastante complicada, pois vivia-se com muitas dificuldades.
     Mas ele teve a sorte de ir à escola, e de ter conseguido tirar a 4ª classe. Aos 10 anos, já ajudava os pais na horta. Quando vinha da escola, fazia os deveres e depois ia para a horta.
      Aos 15 anos, começou a trabalhar, em Castelo Branco, no ramo da carpintaria, profissão que depois viria a exercer para o resto da vida.
     Hoje em dia, encontra-se no lar do Salgueiro do Campo, onde está feliz, por ter uma família que o vai visitar frequentemente.   
 
 
Pedro Lourenço
publicado por conta-mehistorias às 20:11

O meu avô, Alexandre dos Santos, com 78 anos, nascido em Castelo Branco conta que, nos anos 30/40, era ainda bastante novo, mas daquilo que se lembra e que o avô lhe contava, guarda tudo na sua memória, por ter sofrido também as “passinhas do Algarve”, como se diz.
Começa por me falar na Guerra Civil de Espanha (1936-1939), onde o seu avô entrou. Esta guerra terminou com a Batalha do Ebro entre Republicanos e Franquistas. Levaram a melhor os Franquistas, devido à quantidade de armamento que a Alemanha lhes cedeu.
Terminada esta, outra começou por Hitler (sanguinário de gema), a II Guerra Mundial, onde ele, Hitler, atacou a Polónia, Dinamarca, Noruega, Holanda, Bélgica, França entre outros.
Em Portugal, tínhamos o Salazar e o seu Estado Novo que, com as suas artimanhas, lá nos conseguiu livrar dessa guerra, mas não das privações. Existia a polícia do Estado que se chamava PIDE, com os “bufos” que tinha espalhados por todo o país, ouvindo aqui e ali e transmitindo-lhe tudo o que ouviam contra o Estado. Esses que diziam mal eram presos e mandados para o Tarrafal, cadeia situada em Cabo Verde, ou para a Caixias, onde a prisão era por baixo das torres e debaixo do mar.
Havia a Mocidade Portuguesa, onde era também “galucho”. Mocidade essa que escondia muitas coisas, entre elas, fazer querer ao mundo que a pequenada fazia parte de um pequeno exército e seus pais ficavam muito orgulhosos.
Como se vivia? Muito mal e isto porque os produtos alimentares eram todos comprados por senhas, conforme o agregado familiar. Conta que, muitas vezes, ia com a sua avó para a “bicha do pão” à 1 ou 2 horas da manhã, para apanhar um pão e era só ¼ de pão por cada pessoa. Tínhamos o açúcar e o arroz, estes eram só “meia-rat”, ou seja 250 gramas, o azeite era só um quartilho.
A alimentação era muito má, feita à base de produtos agrícolas que muitas famílias produziam ou que, com o pouco dinheiro, também compravam.
Havia muito mais que contar, mas refere também e por último que, na altura, não havia partidos (só na clandestinidade). Destaca Álvaro Cunhal, de resto era só Salazar, Salazar, Salazar, corporações, corporações, corporações.

 

 

O meu avô com 78 anos.
Daniela Santos

 

publicado por conta-mehistorias às 20:09

14
Mar 10

 

O pão: da sementeira à cozedura
 
A minha avó paterna chama-se Etelvina Maria e nasceu, no ano de 1926, em Vale de Figueiras.
Naquela altura, ninguém tinha sapatos, as crianças andavam descalças.
Sempre trabalhou no campo, mas sabia fazer outras coisas: cozinhava muito bem, fazia croché e renda, lavava a casa e também deitava de comer aos animais.
Era também ela que fazia o pão: semeava-o, ceifava-o, malhava-o, moía a farinha no moinho, amassava a farinha e cozia o pão, para a sua família comer.
Em sua casa moravam 7 pessoas: pai, mãe, quatro raparigas e um rapaz. A sua família foi quem lhe ensinou a fazer a tabuada e a ler e escrever.
Casou-se aos 19 anos, com João Inês. Ela, depois de casada, fazia a vida do campo, a vida doméstica e cuidava dos seus 8 filhos. Era também ela que fazia a roupa para os filhos, pois sabia muito bem fazer croché.
 

 

Micael Ines

 

publicado por conta-mehistorias às 21:45

 

Uma mulher de “guerra”
 
A minha avó, Maria Rita, conta que teve uma infância muito difícil. Nasceu, em Castelo Branco, onde vivia numa pequena casa com condições precárias. Tinha apenas um quarto, uma cozinha e uma sala. Dormia com os irmãos, quatro em cada cama. Vivia com os seus pais e com os seus 7 irmãos.
O seu pai era alcoólico e era a sua mãe que tratava dela e dos irmãos. Naquela altura, passavam muita fome e para piorar as coisas, como o seu pai era alcoólico, batia nela e nos irmãos. Era muito complicado!
A alimentação era pobre, à base de pão, café, ovos cozidos. E isto quando havia comida.
Foi à escola apenas até à quarta classe.
Aos 15 anos, começou a trabalhar nos bordados de Castelo Branco, ganhava três escudos por dia.

Hoje tem 76 anos e conta os episódios da sua juventude, recordando as coisas boas, mas também expõe as dificuldades de antigamente e a miséria que havia.

 

 

Daniela Santos

 

publicado por conta-mehistorias às 19:57

 

O trabalho de uma vida
 
Abel Mateus nasceu numa pequena aldeia chamada Orjais, vivia com o pai e com o irmão mais velho, pois a sua mãe havia morrido após o seu nascimento, devido às más condições pós-parto, sobretudo pela falta de higiene.
Moravam numa casa apenas com um quarto e uma cozinha.
Na década de 30 e 40, Abel Mateus conta que viviam em plena crise, com pouco agasalho e muita fome. Abel, o pai e o irmão, trabalhavam no campo e o que ganhavam mal dava para o sustento de uma pessoa quanto mais de três.
Passaram por muitas dificuldades, uns dias comiam um prato de sopa e outros não chegavam a comer simplesmente nada.
Em 1934, o seu pai morreu e só podia contar com a ajuda do irmão.
Continuaram a trabalhar no campo, mas Abel descobriu que tinha um talento especial e, por volta de 1936, começou a vender pequenas peças trabalhadas em madeira, aos domingos, numa feira. Não ganhava muito, mas já dava para terem melhores condições de vida.
Aos 30 anos, casou e teve um filho, mas nunca abandonou o seu irmão e continuou a ajudá-lo em tudo o que podia.

Hoje, Abel vive num lar, pois perdeu toda a sua família, num acidente, do qual apenas ele sobreviveu. Abel recorda tudo com muito sofrimento, mas ao mesmo tempo com um sorriso na cara, pois os bons momentos que passou com a sua família também foram muitos.

 

Abel Mateus, nos dias de hoje, no lar
 
Inês Silva
publicado por conta-mehistorias às 19:55

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