Somos o 9.º A da Escola EBI c/JI Cidade de Castelo Branco. Neste blog, publicaremos os nossos trabalhos realizados no âmbito da disciplina de Área de Projecto.

31
Mai 10

Chamo-me Maria Rosa e nasci a 19 de Agosto de 1941, numa aldeia chamada Torre, junto à Serra da Gardunha.

Sou a mais nova, tenho mais uma irmã e um irmão. Os meus pais eram agricultores e criadores de gado. Como não possuíam terras, costumavam arrendar propriedades.

Nesses tempos, a vida não era fácil. Todos lá em casa começavam a trabalhar no campo e a ajudar nas tarefas da casa. Mesmo eu, sendo a mais nova, não escapava ao trabalho.

Sabíamos, logo de cedo, fazer todo o tipo de trabalhos, desde guardar ovelhas, ajudar na ordenha das vacas e também na preparação dos queijos para consumo próprio, mas também para vender. Assim poupávamos algum dinheiro para comprar outras coisas que faziam falta.

Tínhamos uma vida bastante dura, mas feliz. Além do trabalho, também frequentava a escola, mas só pude ir até à 4.ª classe, porque os meus pais achavam que as mulheres não precisavam de saber muito, tinham só que saber as coisas da casa e do campo.

Sou sincera, também naquela época não gostava de ir à escola, porque a nossa professora era muito severa e aterrorizava a turma toda. Quando não sabíamos responder, levávamos reguadas umas atrás das outras.

Foram passando, assim, os anos. Perto dos 17 anos, comecei a namorar com autorização dos meus pais. Namorava com um rapaz do Casal da Serra, aldeia perto da minha. A gente já se conhecia da escola e ao longo dos anos fomos sempre convivendo.

Quando ele fez 18 anos, foi destacado para Cabo Verde. Quando regressou, nós casámo-nos. Ele começou a trabalhar nas obras, chegou a ir até à Guarda e ao Sabugal. Não se ganhava muito, mas ia dando para o dia-a-dia.

Pensou então em imigrar para França, visto já lá ter o irmão mais velho a trabalhar. A primeira vez não correu lá muito bem. Ele e mais uns colegas foram apanhados pela guarda espanhola, a passar a fronteira de Portugal para Espanha. Foram presos e esteve na cadeia de Badajoz. O meu pai teve que arranjar uma certa quantia em dinheiro para poder libertá-lo.

Passados mais uns meses, tentou novamente e assim conseguiu chegar a França são e salvo. Foi até Paris. Nos primeiros tempos, foi muito difícil para ele, porque as condições de trabalho não eram as melhores e também devido às dificuldades com a língua.

Passaram-se 2 anos até eu ir ter com ele. Nessa altura, já ele trabalhava numa vila, no Sul de França, perto de Nîmes. Mas para eu ir, tive de viajar “a salto”, como se costumava dizer naquela altura, porque não conseguíamos arranjar passaporte. A minha viagem foi muito complicada, porque tinha receio de ser apanhada. A cada paragem de comboio, metia-me na casa de banho e não saía de lá até passar o revisor.

Ao chegar ao destino, também foi complicado, porque não sabia ao certo onde havia de ir. Mas com a ajuda de uma senhora francesa, lá consegui chegar.

Nos primeiros tempos, foi muito difícil, porque eu não sabia falar francês. Para fazer compras, ir ao médico, etc, só conseguíamos com a ajuda de outros portugueses que também lá estavam, mas outras vezes tínhamos que nos desenrascar sozinhos.

Pouco a pouco, conseguimos ultrapassar algumas dificuldades mas o convívio com os franceses nem sempre era muito agradável. Nos primeiros tempos da década de 70, em que havia trabalho para todos, tudo corria bem. Só que depois, com o passar dos anos, o emprego também começou a escassear e os franceses não viam com bons olhos os emigrantes.

Muitos deles afirmavam que nós tínhamos ido para o país deles, para lhes roubar o trabalho. Por isso, nos anos 80, o governo tentou incentivar os emigrantes a regressar às suas terras de origem e, em contrapartida, oferecia uma certa quantia de dinheiro e pedia a entrega dos papéis de autorização de estadia (carte de séjour).

Sendo assim, os emigrantes não podiam voltar a França. Muitos deles regressaram a Portugal. Eu e o meu marido não aproveitámos essa oferta porque achávamos que ainda não estava na altura de regressar a Portugal. Embora tivéssemos muitas saudades do nosso país e da nossa família, nós achávamos que a vida era mais fácil em França. Mais tarde, depois de ter os meus dois filhos, comecei a trabalhar como mulher-a-dias, tínhamos a vida desafogada. Construímos uma casa em Portugal e todos os anos regressávamos pelo Natal, era sempre uma alegria.

Nos primeiros anos, vínhamos de comboio. Depois o meu marido tirou a carta de condução e comprámos um carro. Foram passando os anos e fomos ficando na França. Hoje tenho uma filha, em Portugal, e um filho, em França. Fizeram cada um deles a sua vida, em países diferentes.

Tenho muita vontade de regressar a Portugal, mas também são anos passados aqui. Foram-se construindo amizades e foram-se adquirindo novos hábitos de viver, por isso é muito difícil escolher Portugal ou França.

Hoje em dia, sabendo tudo aquilo que sei, posso dizer que não voltaria a emigrar, porque, embora tivesse tido uma vida melhor, também foi uma vida dura, cheia de sacrifícios e longe dos familiares.

 

Eu à direita e a minha filha à esquerda.

 

Eu à direita e a minha filha à esquerda.

 

Evandro Breia

 

publicado por conta-mehistorias às 20:53

30
Mai 10

João de Almeida esteve, na Guerra Colonial, em Angola, onde era comandante de um batalhão.

Numa das caminhadas nocturnas, preparavam-se para acampar. Já formada a meia-lua, João deu-se conta de que os seus soldados estavam a ser cercados por uma tropa de Angolanos que, por sua vez, formaram um circúlo mais largo que abrangia todos os soldados Portugueses.

Naquelas tropas, se matassem o comandante, os restantes soldados “batiam em retirada”.

No tiroteio lançado pela tropa Portuguesa, ao acaso, um disparo foi atingir o Superior Angolano, sendo assim a sorte dos Portugueses, visto que era de noite e, caso isso não tivesse acontecido, todos teriam sido mortos, ali mesmo.

Noutra emboscada, ao prepararem-se para acampar, puseram as armas junto a uma árvore. Um dos soldados apercebeu-se de um rúido causado por um inimigo Angolano que tentava disparar, mas não conseguia, pois as balas encravaram, devido a ficarem danificadas, na passagem por rios. Notando isto, um dos soldados saltou para agarrar uma das armas, ao acaso, e disparou, acertando na perna do inimigo. Ao chegarem ao local, depararam-se apenas com três balas e um pedaço de carne da perna, no chão.

Jéssica Duarte
publicado por conta-mehistorias às 22:17

Maria Rita Antunes, de 76 anos, contou-me como foi o 25 de Abril. Na altura, tinha 40 anos e vivia com as suas três filhas que estavam a estudar.

Em Portugal, desde que Salazar subiu ao poder, vigorava um regime ditatorial que impedia o povo português de falar mal ou discordar de qualquer coisa que estivesse relacionada com política, pois caso o fizessem, seriam presos e rudemente torturados nas prisões.

A PIDE tinha sob escuta todas as vias de comunicação e ninguém sabia quem eram os membros da PIDE, porque estes andavam vestidos à civil. Tinha de se ter muito cuidado.

Anos depois, António de Oliveira Salazar ficou incapacitado de governar, devido a uma queda grave, e foi substituído por Marcelo Caetano que seguiu a política de Salazar.

Antes do 25 de Abril, todas as pessoas estavam descontentes, mas não o podiam demonstrar. No entanto, os estudantes faziam muitas manifestações.

A revolução foi organizada pelo Movimento de Capitães que organizou as tropas e as coordenou. A adesão popular veio depois, quando as tropas já estavam nas ruas.

Na madrugada de 25 de Abril, a Rádio Renascença passa a música de Zeca Afonso, “Grândola Vila Morena”, que moveria as tropas. Pelas ruas de Lisboa, floristas davam cravos aos militares. Os cravos simbolizam, para muitos e para Maria Rita Antunes, a liberdade que Portugal, passados muitos anos conseguiu reconquistar.

 

 

Daniela Santos

publicado por conta-mehistorias às 20:29

Chamo-me José dos Santos Duarte Louro e nasci a 31 de Março de 1940, no Casal da Serra, freguesia de São Vicente da Beira.

Só pude estudar até à 4ªclasse, porque tinha de ajudar o meu pai na distribuição das farinhas, pois tínhamos um moinho que moía a farinha para as aldeias das redondezas, como Louriçal do Campo, São Vicente da Beira, entre outras povoações.

Naquela altura, vivíamos com muitas dificuldades e, para sustentar a minha família, tive que ir trabalhar para a Guarda, nas minas da Panasqueira e para a construção civil.

Fui alistado, em 8 de Junho de 1960, e incorporado, em 24 de Janeiro de 1961, como recruta, com o número 20634, no quartel de Queluz.

Em 18 de Agosto de 1961, fui chamado para prestar serviço no C.T.J. de Cabo Verde. Era a primeira vez que ia andar de barco e sair do país.

Para nós, aquilo tudo era uma grande aventura, mas não sabíamos, na altura, qual seria a importância desta ida para Cabo Verde.

Tínhamos noção de que devíamos defender as nossas colónias, mas nunca pensando que esta guerra iria durar tanto tempo.

Desembarquei, em Cabo Verde, na Ilha do Sal. Para mim, tudo aquilo me fascinava, porque nunca tinha visto aquelas paisagens africanas.

A nossa missão, na ilha, era defender as nossas posições e guardar as mercadorias ali armazenadas. Para passar o tempo, organizávamos alguns programas, como jogar a bola, torneio de cartas, ir à praia ver os pescadores e os bailes com as africanas, para esquecermos as saudades da família.

Escrevia todas as semanas aos meus pais e à minha namorada, mas as cartas demoravam muito tempo a chegar.

Passaram-se, assim, 2 anos e 2 meses e, em 17 de Outubro de 1963, o meu serviço estava acabado. Regressei a Portugal, para junto da minha família.

Ainda hoje tenho esperança de lá voltar, para ver as mudanças que se foram surgindo ao longo dos anos.

 

José dos Santos Duarte Louro.

 

 

A averiguar as mercadorias acabadas de chegar.

 

 

Eu e os meus colegas na nossa camarata.

 

 

Porto de Cabo Verde.

 

Avião da Air France que transportava passageiros e mercadoria.

 

 

Eu e o meu colega vestidos com farda camuflada, para as manobras de reconhecimento da ilha.

 

 

Evandro Breia

 

publicado por conta-mehistorias às 09:40

Helena Alves conta, hoje, com um sorriso na cara, como viveu o dia 25 de Abril de 1974.

Com 20 anos, na altura, Helena trabalhava no supermercado Pão de Açúcar. Era seu costume sair e apanhar o autocarro para ir para casa. Nesse dia “não me deixavam sair, fiquei muito assustada, havia muitos militares a impedirem o nosso caminho, nem nos diziam que fazer.”

Conta que ao lado desse supermercado havia uma casa onde morava um padre. “Escondi-me lá dentro, estava muito assustada. Quando o Senhor Padre me viu, riu-se tanto e tentou explicar-me: era o caminho para a liberdade.”

Percebera então que Portugal deixara o regime político até então usado, e passara a ser livre. “Passámos a ser nós próprios.” O feriado nacional até hoje realizado é uma comemoração dessa data e dessa revolução liberalista de 25 de Abril de 1974.

O direito de falar, concordar, pensar, agir, e discordar deixara de ser um “segredo”, uma proibição e, desde então passou a ser um Direito de todos os Homens, “E viva o 25 de Abril”!

 

 

Jéssica Duarte

publicado por conta-mehistorias às 09:35

29
Mai 10

Maria José Azinheiro tem 81 anos e contou que, no tempo em que Salazar estava no governo, as pessoas não podiam dizer se ele governava bem ou mal, porque havia uma polícia chamada “PIDE”, que andava à civil, para não ser reconhecida pelas ruas. Escutava as conversas das pessoas e aquelas que falavam mal do governo eram logo presas e depois eram torturadas nas prisões. Mas isto acontecia mais nas cidades do que nas aldeias, porque as pessoas nas aldeias nem sabiam falar de política.

Naquela altura, a vida era muito difícil, vivia-se muito mal, porque andava a guerra na Espanha, e o governo mandava os bens alimentares para a guerra e Salazar disse aos portugueses “Eu livro-vos da guerra, mas não da fome”, e assim os portugueses já tinham menos alimentos para comer. O governo criou umas senhas para as pessoas irem aos mercados comprar os alimentos (massa, arroz, feijão…). As pessoas tinham dinheiro, mas não havia muitos alimentos para comprar.

Naquele tempo, havia mais miséria, porque as terras eram quase todas dos ricos e os pobres tinham muitos poucos terrenos para semear os cereais, mas Salazar também enriqueceu o país.

 

 

João Régio

publicado por conta-mehistorias às 13:35

27
Mai 10

António Salvado dos Santos tem 70 anos.

“Estive para ir para Moçambique, como militar, em 1960, tinha 20 anos, mas nessa altura só aceitavam pessoas que soubessem ler e escrever e, como não sei fazer nem uma coisa nem outra, acabei por não ir. Mas, em 62, quando a Guerra rebentou, voltaram à Póvoa da Atalaia e a todas as aldeias vizinhas e desta vez já aceitavam toda a gente, inclusive analfabetos. Acabei por não ser chamado, caso contrário, era obrigado a ir.

Neste mesmo ano (1962), casei-me com o amor da minha vida e dias depois parti para Lisboa e é aqui que começa a minha grande aventura.

Fui para Lisboa apenas com 20 tostões no bolso. Comecei a trabalhar a fazer valas para os esgotos e, curiosamente, não muito longe da casa onde vivia “Oliveira Salazar”. Trabalhei lá durante cerca de 7 anos e nunca o vi. A casa estava sempre guardada por vários seguranças e quando saía de casa já estava dentro do carro.

As aventuras de que me lembro são de várias vezes apanhar o teleférico à socapa, com os meus amigos, para não gastarmos dinheiro, e um dia, por fazermos isso tantas vezes, íamos apanhando uma valente sova do condutor.

Outra história de que me lembro, e esta bem mais engraçada, foi um dia de Verão, em que estava na hora de almoço, encostado a uma árvore, à sombra, com mais dois colegas. Um deles tinha o cabelo muito comprido e todo sujo. Nessa tarde, calharam a passar por lá os agentes da polícia e, quando o viram, chamaram-no para ir com eles. Quando voltou, tinha o cabelo completamente rapado e sempre que, depois, via aproximar algum agente da polícia, desatava a fugir.

Voltei para a Póvoa, em 1969, e meses depois emigrei para França. Desta vez, a minha mulher não me deixou ir sozinho e fomos os dois, deixando os meus filhos ao cuidado da avó materna. Ficámos em França até ao dia 20 de Abril de 1973, só vínhamos a Portugal muito raramente.

Em França, os emigrantes portugueses, sabendo dos problemas que Portugal atravessava, estavam todos receosos que houvesse uma revolução e que por consequência houvesse uma guerra civil. Então, no dia 20 de Abril de 1973, com medo da revolução, parti para Portugal a buscar os meus filhos, mas deparei-me com um problema: na fronteira, a Guarda Fiscal só me deixava passar com um filho. Então decidi levar a minha filha mais velha de “assalto” para França, isto é, passar a fronteira portuguesa clandestinamente.

Na altura, paguei 10 mil escudos para a levarem. Chegámos a França e um ano depois soubemos da revolução em Portugal (25 de Abril de 1974), mas acabei por decidir não voltar. Só voltei, definitivamente, em 1997.

 

 

Sandrine Pessegueiro

 

publicado por conta-mehistorias às 22:26

“O 25 de Abril foi uma época bastante difícil para muitas pessoas. Eu, António Fernandes, posso realmente confirmá-lo uma vez que estive presente na conhecida “Revolução dos Cravos”.

Como se sabe hoje, naquele tempo, não havia liberdade de expressão, devido ao regime ditatorial, e quem fosse apanhado a conspirar contra o governo era de imediato levado pela PIDE e depois castigado.

Na altura, era ainda muito jovem, mas apesar disso percebi que se estava a passar algo de errado e muito assustador, uma vez que só se ouviam gritos de homens, mulheres e crianças vindos de todo o lado. Gritos de aflição e medo, mas sobretudo gritos em que se ouvia “Revolução” e “Liberdade”, e então apercebi-me de que estava perante o dia em que possivelmente, com muito esforço, a política do nosso país poderia mudar.

No meio de tanta confusão, também já gritava pelo direito à liberdade e quando tudo acabou, eu só pensava, “finalmente vamos ter a liberdade a que um ser humano tem direito”, e assim foi sem tiros e sem sangue, apenas com flores se deu uma revolução, em que acabou tudo em bem e me orgulho de poder dizer que estive presente.”

 

António Luís Fernandes nos tempos de hoje.

 

Inês Silva

publicado por conta-mehistorias às 22:21

António Joaquim Mendonça Raposo tem 65 anos.

Foi para uma colónia portuguesa (Guiné) com 22 anos, esteve como cozinheiro que fazia a comida para os militares. Tinha que ir ao mato procurar comida, comprava porcos, vacas, galinhas, etc, aos agricultores que vendiam, para fazer comida para os militares. Esteve lá 23 meses.

Depois voltou para Lisboa, para o antigo trabalho, como chocolateiro na fábrica Regina.

Passado um ano, embarcou num barco de carga, como cozinheiro, e foi outra vez à Guiné e outras terras de passagem.

Depois voltou a Portugal e andou outra vez num barco de passageiros, como cozinheiro. Andou,  também, em petroleiros que transportavam o petróleo para Portugal, sempre como cozinheiro.

Reformou-se e veio para a sua terra natal, Monsanto.

 

João Régio

publicado por conta-mehistorias às 17:26

24
Mai 10

António Braz Reis, o meu avô, nasceu a 09 de Março de 1927, numa família pobre.

Fez toda a sua infância e adolescência, em Portugal, e aos 22 anos decidiu que tinha de emigrar para poder ter uma vida melhor. Emigrou para Angola.

Teve dificuldades quando lá chegar, pois não levava nada, a não ser a roupa que tinha vestida e 50 escudos.

Trabalhou em vários sítios, como por exemplo, trabalhou com caterpilares nas estradas, numa roça de café, em Cabundo, e nas obras públicas.

Após 7 anos, voltou a Portugal, onde conheceu a sua esposa. Alguns aos depois, volto novamente para Angola, onde casou e teve dois filhos.

O meu avô e a minha avó

 

 

Depois de uma caçada

 

O meu avô com as caterpilares

 

 

David Belchior

 

 

publicado por conta-mehistorias às 20:51

Maio 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
11
12
13
14
15

19
22

25
26
28



subscrever feeds
arquivos
pesquisar neste blog
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO