Somos o 9.º A da Escola EBI c/JI Cidade de Castelo Branco. Neste blog, publicaremos os nossos trabalhos realizados no âmbito da disciplina de Área de Projecto.

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Mai 10

António Braz Reis, o meu avô, nasceu a 09 de Março de 1927, numa família pobre.

Fez toda a sua infância e adolescência, em Portugal, e aos 22 anos decidiu que tinha de emigrar para poder ter uma vida melhor. Emigrou para Angola.

Teve dificuldades quando lá chegar, pois não levava nada, a não ser a roupa que tinha vestida e 50 escudos.

Trabalhou em vários sítios, como por exemplo, trabalhou com caterpilares nas estradas, numa roça de café, em Cabundo, e nas obras públicas.

Após 7 anos, voltou a Portugal, onde conheceu a sua esposa. Alguns aos depois, volto novamente para Angola, onde casou e teve dois filhos.

O meu avô e a minha avó

 

 

Depois de uma caçada

 

O meu avô com as caterpilares

 

 

David Belchior

 

 

publicado por conta-mehistorias às 20:51

Jorge Roque, recorda, hoje, com 66 anos, as últimas décadas do Salazarismo.

Depois da recruta militar, serviu na província ultramarina da Guiné, entre Maio de 1965 (21 anos) e Fevereiro de 1967 (23 anos).

Colocado no lugar de Bula e Ingoré, combatia o inimigo sem saber a razão, pela qual guerreavam. Cumpriu sempre todas as suas funções, enquanto que muitos dos seus colegas fugiram para outros países.

"Uma noite, saímos pela bulanha, e ao amanhecer localizámos o acampamento do inimigo. Aí, começámos a dar fogo. Este, ao aperceber-se da nossa tropa, fugiu, começando a dar fogo também para o acampamento, julgando que nos encontrávamos lá. Ainda estivemos para avançar, mas felizmente houve quem nos dissesse para recuarmos, pois se assim não fosse, seria o nosso fim. O que mais me impressionou foram os corpos ali deixados no meio do mato. Recordações não muito boas."

Depois da Guerra, arranjou trabalho na Câmara Municipal de Castelo Branco, não sem antes assinar um protocolo de como não era político, ficando numa melhor situação financeira.

 

 

João Santos

 

publicado por conta-mehistorias às 20:46

Odete Roque recorda hoje, com 65 anos, as últimas décadas Salazaristas.

Lembra-se que, quando entrou para a escola, com 6 anos, quando alguém visitava a escola, ela e os seus colegas faziam o gesto de saudação Salazarista, isto é, levantar o braço, sem saber o que significava aquele gesto. Recorda também que todos os dias de manhã era obrigatório cantar o Hino Nacional e que, quando passavam nas ruas, se estava a ser erguida a Bandeira Nacional, tinham de se pôr em sentido.

Deixou a escola aos 12 anos, para ir trabalhar como empregada doméstica. Recebia muito pouco, chegando a passar fome. Apesar de tudo isto, ela refere que nem tudo era mau naquele tempo. Odete Roque sabia que estava bastante segura nas ruas, pois as autoridades tinham poder.

"Nós não tínhamos liberdade." - afirma Odete Roque, até para namorar, tinha de ser com a presença de um familiar mais velho.

A sua vida melhorou, em 1967, quando se casou. Arranjou um melhor emprego, na Câmara Municipal, ao lado do seu marido.

João Santos

publicado por conta-mehistorias às 20:42

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