Somos o 9.º A da Escola EBI c/JI Cidade de Castelo Branco. Neste blog, publicaremos os nossos trabalhos realizados no âmbito da disciplina de Área de Projecto.

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Mai 10

Maria Rita Antunes, de 76 anos, contou-me como foi o 25 de Abril. Na altura, tinha 40 anos e vivia com as suas três filhas que estavam a estudar.

Em Portugal, desde que Salazar subiu ao poder, vigorava um regime ditatorial que impedia o povo português de falar mal ou discordar de qualquer coisa que estivesse relacionada com política, pois caso o fizessem, seriam presos e rudemente torturados nas prisões.

A PIDE tinha sob escuta todas as vias de comunicação e ninguém sabia quem eram os membros da PIDE, porque estes andavam vestidos à civil. Tinha de se ter muito cuidado.

Anos depois, António de Oliveira Salazar ficou incapacitado de governar, devido a uma queda grave, e foi substituído por Marcelo Caetano que seguiu a política de Salazar.

Antes do 25 de Abril, todas as pessoas estavam descontentes, mas não o podiam demonstrar. No entanto, os estudantes faziam muitas manifestações.

A revolução foi organizada pelo Movimento de Capitães que organizou as tropas e as coordenou. A adesão popular veio depois, quando as tropas já estavam nas ruas.

Na madrugada de 25 de Abril, a Rádio Renascença passa a música de Zeca Afonso, “Grândola Vila Morena”, que moveria as tropas. Pelas ruas de Lisboa, floristas davam cravos aos militares. Os cravos simbolizam, para muitos e para Maria Rita Antunes, a liberdade que Portugal, passados muitos anos conseguiu reconquistar.

 

 

Daniela Santos

publicado por conta-mehistorias às 20:29

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