Somos o 9.º A da Escola EBI c/JI Cidade de Castelo Branco. Neste blog, publicaremos os nossos trabalhos realizados no âmbito da disciplina de Área de Projecto.

17
Mai 10

O meu padrinho, António de Pires Lourenço, foi para a guerra do Ultramar com 21 anos, no ano de 1972, e regressou passados 9 meses, ou seja, com 22 anos, em 1973.

O meu padrinho diz que a guerra dele foi calma e tranquila, porque, segundo ele, não tinha de fazer nada. Ele próprio diz: “Se a guerra esteve lá, eu não a vi.” Porque ele encontrava-se num escritório. Ele hoje diz, com uma certa ironia, que “Foi das melhores alturas da minha vida, não fazia quase nada.” Mas, apesar de tudo, ainda passou um mau bocado, porque esteve 18 dias no hospital, com uma Hepatite.

Ele era da Força Aérea e foi para Moçambique, para a província de Niassa.

Ele pertenceu ao apoio de aviões, como nos abastecimentos. Por isso, nunca teve de combater, enquanto esteve na guerra.

 

Ele mais os seus colegas, no bar.

 

Eles juntos a um avião.

 

Ele e os colegas a jogar às cartas.

 

 

Pedro Lourenço.

publicado por conta-mehistorias às 19:02

O meu tio Valentim Antunes foi para a guerra, com 22 anos, em Julho de 1966 e veio de lá, em Dezembro de 1969, com 25 anos.

Enquanto esteve na guerra, pertenceu à Companhia 1714, ao 1.º Pelotão e era Atirador de Infantaria.

Foram de barco para Moçambique e o barco chamava-se Niassa.Demoraram 18 dias. Faziam intervenções de mês e meio e depois descansavam outro mês e meio.

Numa das operações, foram atacados por guerrilheiros e um dos ataques que sofreram foi por um canhão sem recuo. O meu tio ficou ferido com um estilhaço nas costas e foi evacuado para o hospital de Mueda (Base principal da zona no distrito de Cabo Delgado). Esteve lá 15 dias e regressou para a Companhia, que já se encontrava em Ponta Mahone, onde estiveram cerca de 3 meses. Daí regressaram à Metrópole, no Príncipe Perfeito, e também demoraram 18 dias tal como na ida.

Na Companhia dele faziam-se patrulhas a pé, dias e noites seguidas levando rações de combate, que eram constituídas por: um sumo, latas de conserva e bolachas. Essas patrulhas eram muito desgastantes, porque, por vezes, ocorriam trocas de tiros.

 

O meu tio fardado.

 

Aqui pode-se ler:: Bem vindos a Mueda =Terra da Guerra= Aqui trabalha-se!...Luta-se e Morre-se!

 

Numa das patrulhas.

 

 

Pedro Lourenço

publicado por conta-mehistorias às 18:42

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